27.12.13

FAMILIARES - AMIGOS - FOTOS - TEXTOS

GABRIEL

PATÃO

MARINA, 2008 Marina, Bernardo e Maria - São Paulo, 1987 II Encontro reúne Tourinhos de todas as regiões do Brasil.
Clique sobre as fotos a ampliá-las.


O amigo Lô Borges (de jaqueta) com os componentes de sua última banda, jul-2007DANUZA


HENRIQUE

Eu, Mayusa, Mercês e João
Eu, Dalton...

Dan, Boão e mulher e Buts

Eu, Marcinho e Gueu

João, eu e Xará

Cori, eu e Afonso Teixeira (Belão) DURVAL
Eu, Aroldo Pereira (Xará) e Serginho
Cori e Buts
Durval e eu
João Rodrigues e eu


Eu e Valu
Meu primo.irmão, Ney Tourinho, envia-me o seu primeiro livro de poesias, intitulado TRANSTORNO. Ótimo, excelente! Somente ele, com sua reconhecida sensibilidade, poderia nos dizer tantas coisas... Seguem aí dois dos poemas do livro. Obrigado, primo.

Para ser um condenado
Pela química dos remédios
Da medicina alopática,
E viver relegado,
É necessário conformação;
Quando, à noite, acordado
Na débil escuridão da casa,
Caminhar como um fantasma,
Sem medo da solidão.
E abrindo os flácidos braços
Ao cruzeiro da renúncia,
Abandonar-se perdido,
Esquecido em jardins vazios;
Onde há flores nas lágrimas,
Tremores no corpo pálido,
Frias rajadas no rosto emotivo,
E o fastio e a misantropia
Executam sinistro noturno.

Escuridão.
Isolamento.
Tormento
Que dissolve
A cabeça
Apaga,
Aniquila
Até o nada,
O vazio nas coisas.
Frieza.
Distância.
Estranheza.
Irritação.
Ódio,
Doença do mundo!

DERALDO E FAMÍLIA, PARIS




Gostou da máquina, Théo?

Derek enviou-me o e-mail que se segue, em resposta ao meu, que o desafiava a se lembrar aonde estivera, naquele dia e àquela hora, há exatos 30 anos. Queria testar a sua propagada "memória fotográfica". Naquele dia, àquela hora, 03 de setembro de 1977-20:00, ele e Ed, seu irmão, juntamente com Bacana, grande amigo da Bahia, estavam em Moc, como padrinhos, na cerimônia religiosa de meu único casamento.
Derek, após ler a resposta abaixo, rendo-me à sua memória, assombrosamente fotográfica, e jamais o desafiarei a nada mais nesse sentido, prometo. Absorvi o quinau!Haroldo, meu primo.irmão,
Quando jovens, olhávamos para a frente; depois dos cinquenta, começamos a olhar para trás! Na rua da Bahia, ví um LP do West Bruce ..... voar rua abaixo. Não conhecia Belorizonte e aquela cena ficou. Sua namorada de então levou-me para conhecer os pais dela; esqueci o nome da menina, mas você estava com raiva dela, pois achava que Gegê tinha enfiado a "Coca-Cola" dele nela!
Tomamos uma cachaça com Beto, Fernando Brant e outros do Clube em um buteco perto da Afonso Pena!Fomos na Casa de Genival e Esther tava "de boi". Fomos ao Mineirão ver Cruzeiro e Palmeiras, o Palmeiras ganhou! Bebé "My Friend" gozou tanto que a vizinhança do bar onde estávamos começou a jogar ovos...... Ele gritou: Joguem mais dois que vou fazer uma omelete!Lembro dos seus amigos querendo saber se eu trazia maconha da Bahia; Lembro do arroz com pequi de tia Lourdes e da enorme simpatia de meu tio. Lembro com carinho especial de Didu, meu saudoso primo, da sua enorme inteligência e sensibilidade; Lembro do "Barão", dizendo que você era o ladrão dos "escoceses" dele... Lembro do "Rei do Álcool", antes do acidente, lembro do "xará" de meu filho, o fofoqueiro Teodomiro.
Lembro de seu casório, lembro do sofá de couro........ e muitas coisas mais! Não pense que me esqueci!Em Madrid, recentemente, assisti a uma orquestra sinfônica tocar Shumann, na Plaza Mayor, em meio a raios e relâmpagos.... Nunca mais vou me esquecer! Naquele momento, certamente olhei para trás e vi muito mais do que lhe listei acima.
Grato, Deraldo