O Genival Tourinho foi nosso contemporâneo no
Colégio Diocesano. Era um ano à frente da minha
turma. Tinha 4 listras na lapela e nós tínhamos 3.
Naquela época havia, aos sábados o Grêmio
Literário que era na Congregação Mariana.
Consistia em que cada aluno, caso fosse
sorteado, teria que subir ao palco e fazer uma
demonstração de suas habilidades:fazer um
discurso, recitar uma poesia, cantar ou outra
função. O padre Agostinho J. Bechauser ficava
numa mesa, era o diretor e o coordenador das
atividades. O Genival Tourinho que irá lançar
livro em Montes Claros, era figura carimbada
no Grêmio. Enquanto nós morríamos de medo de
sermos sorteados, pela timidez imensa, ele fazia
discursos de improviso, já naquela época.
Mostrava o seu pendor para a política. Certa
ocasião, não me lembro se pelo teor do discurso
ou se pela insistência em falar mais de uma vez,
tece um entrevero com o diretor e com todo o
colégio assistindo a cena que não estava
programada. Somos parentes longínquos, nos
damos bem. Já o Mario Tourinho,seu irmão,
precocemente falecido, era da nossa idade e era
um grande boa praça que Montes Claros toda
conhecia. Era muito popular e nos deixou saudades.
| De: Luiz Ortiga | Data: Qui 3/5/2012 22:51:34 |
| Cidade: Brasília/DF |
| E-mail: luizortriga@gmail.com |
(...) Nestas recordações do Colégio Diocesano,
vamos nos lembrar daqueles que foram e são a
razão da nossa formação profissional, os
professores. Primeiramente os chefes que eram
o Diretor, padre Agostinho J.Beckhauserb e o
Monsenhor Osmar Novais. O primeiro lecionava
português e francês e este latim. Padre agostinho
era dureza, refletia isso nas provas orais de francês,
quando nos obrigava a decorar poesias imensas em
francês e a da sua preferência era Lachanson de
Roland que era a luta dos franceses de Carlos
Magnus com os mouros, no desfiladeiro das
Termópilas. Recitada a poesia o aluno tinha
direito de meter a mão na cumbuca e sortear o
ponto para iniciar a prova de gramática, leitura e
tradução. Era difícil. já o Monsenhor Osmar tinha
consciência de que o latim era matéria difícil para
aquela meninada e aliviava de vez em quando. O
que a turma gostava mesmo era do estilo do
professor Carlyle Teixeira, mestre de inglês. Filho
do Dr.Santos, melhor prefeito que Montes Claros já
teve, tinha o maior cartaz com a meninada. Usava
ternos impecáveis e tinha um jeitão que era meio
chegado a um whisky. Achava que se o aluno
conseguisse fazer a versão de uma frase do
português para o imglês na forma interrogativa, o
aluno tinha entendido a estrutura da lingua inglesa.
Assim, colocava no quadro-negro 2 frases em
português, se acertasse as 2 era 10, uma frase 5 e
nenhuma zero. Mais tarde, descobri que tinha
colega com trauma de inglês. Mas outros, sairam
do Colégio falando fluentemente como o Roberto
Drumond. A professora que era nosso xodó era d.
Santinha. Professora de Ciências Naturais
(Biologia). Com ela eu estudava para não fazer feio.
Era só 10. O Hiram de Paula estudava muito
também. E a gente nem pensava em fazer
vestibular para aquele ramo - medicina, biologia,etc.
A professora dematemática era dona Benedita. Não
ria, e ditava as aulas. Um dia um colega ficou para
trás nas anotações e pediu a ela para repetir. O
colega, metido a engraçado disse: "pode deixar que
a dona Bené dita. O trocadilholhe custou caro: foi
colocado para fora da sala e se viu apertado nas
provas orais. Comigo na prova oral, passou um
problema daqueles clássicos de álgebra. Matei o
problema, depois de usar muito giz e o quadro todo.
Virou para mim e disse que eu havia colado. Senti
que não gostava de mim. Não deu 10, mas 9,5. Era
durona. Mais tarde, em BH, na Afonso Pena
encontrei-me com ela e foi toda sorrisos. Ainda
bem. Outro que nos lembramos com saudades era
o "seu`Marino. Sargento Marino, que lecionava
educação física. Reunia a rturma e íamos para a
Praça de Esportes. Era o máximo. Me esqueci de
alguns mestres, mas não poderia esquecer da d.
Terezinha, professora de desenho. Muito boa
praça. Tivemos uma professora de Artes Manuais,
era a irmã do bispo. Era tirar nota para melhorar a
média. Tinha a mestra de música e o professor de
religião o Padre Izidoro. Gordão, imenso e boa
praça. Devemos a estas pessoas os nossos
eternos agradecimentos e que Deus os tenha com
muito carinho, à sua direita para a eternidade
todos àqueles que já se foram deixando saudades
eternas dos seus alunos. |
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