20.5.12

AMOR NA ZONA

MENSAGEM DE UCHO RIBEIRO

Meus queridos amigos,
Está saindo um livrinho "Amor na Zona" com um causo meu.Vai ser o maior auê. Dizem as boas línguas que, por caridade, a promoter "Bruna Surfistinha" dará uma canjinha para uns dos sessentões presentes.
Bem, pessoal, quem quiser participar do brogodó tem que estar no lançamento, sábado, dois de junho próximo, Dia Internacional das Prostitutas, na Livraria Mineiriana, na Rua Paraíba, 1419, na Savassi, em Belo Horizonte, a partir das 14h.
Em breve, o livro será lançado também em Montes Claros.
Todos lá,
Ucho Ribeiro.

Lançamento do livro Amor na zona



‘Bruna Surfistinha’ no lançamento do livro Amor na Zona em BH




Bruna Surfistinha – a Raquel Pacheco, que além de ter escrito livros sobre sua própria vida, quando era garota de programa, e foi tema de filme estrelado por Débora Secco, visto por mais de 1,5 milhão de espectadores, será uma atração no lançamento do livro Amor na Zona, organizado por Geraldo Maurício – Nenzão – com textos de 18 autores (Ademir Fialho, Augusto Vieira, Alberto Sena, Armênio Graça Filho, Alvarez, Darcy Ribeiro, Haroldo Tourinho, Hildeberto Mendes, Geraldo Maurício, João Vale Maurício, Marcos A. Pereira, Mario Ribeiro Filho, Mazinho Silva, Murilo Antunes, Paulo Henrique Souto, Raphael Reys, Tininho Silva e Virgínia de Paula).
   O lançamento será no sábado, dois de junho próximo, Dia Internacional das Prostitutas, na Livraria Mineiriana, na Rua Paraíba, 1419, na Savassi, em Belo Horizonte, a partir das 14h. Em breve, o livro será lançado também em Montes Claros.
   Uma grande parte dos homens hoje na faixa dos 50 anos de idade para cima iniciou vida sexual na zona boêmia. Zona boêmia havia em todos os lugares e em Montes Claros não era diferente, nas décadas derradeiras do século passado, antes do advento dos motéis.
   Falar de sexo naquela época era tabu. Hoje, tudo mudou. A iniciação sexual da juventude acontece mais cedo diante da acessibilidade às informações a respeito de sexo, via TV, internet e outros veículos mais, que fizeram desaparecer do mapa a zona boêmia.
   Tanto tempo depois daquelas incursões à zona boêmia de Montes Claros, Geraldo Maurício percebeu que seria interessante traçar nos dias atuais uma linha do tempo até àquela época do século passado, quando muitos senhores “bem casados” da sociedade montes-clarense eram assíduos frequentadores das “casas das mulheres” – Anália, Roxa, Zé Coco, entre outras tantas (em Belo Horizonte, a “casa da Zezé” era a mais famosa).
   O livro trata do tema sem saudosismo e bem humorado, sem o uso de linguagem chula, mas com boa dose de romantismo. Naquela época, a zona boêmia era com frequência o fim da noite de muitos dos que viveram as transformações de Montes Claros até se tornar a metrópole de meter medo. Até o dia de hoje, 17 de maio de 2012, já foram registrados na cidade 40 assassinatos.
   A beleza, o ineditismo e a picardia das histórias vão aguçar a curiosidade de gerações de ontem e de hoje, não só de montes-clarenses, mas de modo geral dos brasileiros, porque as lembranças das zonas boemias estão frescas na memória; antecederam o advento dos moteis e as transformações que geraram a licenciosidade sexual.