7.4.08

MORRE CHARLTON HESTON

O ator americano Charlton Heston morreu, aos 84 anos, na noite deste sábado (5) em sua residência de Beverly Hills, em Los Angeles, segundo informou sua família.
Heston, que estava afastado do cinema há alguns anos, sofria desde 2002 de uma doença degenerativa com sintomas similares aos do mal de Alzheimer.
Ele venceu o Oscar por sua atuação no épico "Ben- Hur", em 1959, e se destacou também como 'Moisés' em 'Os 10 mandamentos'. Ele também atuou na versão de 1968 de "Planeta dos Macacos" como um astronauta.
"Aos seus amados amigos, colegas e fãs, nós agradecemos suas preces e apoio", disse a família em comunicado.
"Ninguém poderia pedir uma vida mais plena do que a dele. Nenhum homem poderia ter dado mais a sua família, profissão, e ao seu país. Nas suas próprias palavras: 'Eu vivi uma vida tão maravilhosa! Eu vivi o bastante para duas pessoas'", acrescentou.

Personagens históricos
A voz profunda e o rosto sóbrio de Charlton Heston permitiram à Hollywood dos anos 50 recriar personagens históricos e bíblicos. Com uma integridade própria de seus personagens, o ator anunciou publicamente que sofria de uma doença que lhe tirava pouco a pouco a memória e suas funções vitais, da mesma forma que ocorreu com seu "bom amigo", o ex-presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan. "Devo ter coragem e resignação", disse na ocasião Heston, quando se viu obrigado a fechar definitivamente as portas para o cinema e a qualquer atividade pública à frente da National Rifle Association, organização americana em favor das armas que liderou durante anos. Por conta disto, ele entrou no filme-documentário de Michael Moore, 'Tiros em Columbine', que retrata justamente a facilidade de se comprar armas nos EUA.Com seu porte atlético, seus traços marcantes e seu timbre de voz, Heston se encaixou perfeitamente no tipo de estrela que Hollywood buscava para suas grandes produções dos anos 50, nas quais a indústria se inspirava na Bíblia e nos livros de história. Além do clássico 'Ben-Hur', Heston será lembrado como 'Moisés' em "Os Dez Mandamentos" (1956) e o herói da reconquista espanhola Don Rodrígo Díaz de Vivar, em "El Cid" (1961), além de vários outros personagens históricos. Também participou de grandes produções como "55 dias em Peking" (1963), "Terremoto" (1974) e "O Planeta dos Macacos" (1968), história que reviveu quando interpretou um pequeno papel na nova versão de Tim Burton, de 2001.
Paixão pela interpretação
John Charlton Carter, como foi batizado, nasceu em Evanston, Illinois, em 4 de outubro de 1924, e desde pequeno amou o teatro. Sua paixão pela interpretação o levou a se inscrever em cursos de teatro na universidade, onde conheceu sua esposa, Lydia Marie Clarke, com quem teve dois filhos. Com ela, interpretou várias peças de teatro, e protagonizou em 1948 a obra de Shakespeare "Antonio e Cleópatra", que foi um grande sucesso por dois anos.
Heston foi contratado para interpretar o papel de Marco Antonio no filme "Julius Caesar" (1949), dirigido por David Bradley, papel que lhe abriu o caminho para o estrelato. A partir daí sua carreira decolou, e ele participou de dezenas de filmes, entre eles "O Maior Espetáculo da Terra" (1952), de Cecil B. DeMille; "A Selva Nua" (1954), de Byron Haskin; "O Segredo dos Incas" (1954), de Jerry Hopper, "Os Dez Mandamentos" (1956), de Cecil B. DeMille, e "A Marca da Maldade" (1958), de Orson Welles. Nos anos 60 participou de filmes como "Agonia e Êxtase" (1965), "O Senhor da Guerra" (1965), "Khartoum" (1966) e "O Planeta dos Macacos" (1968). Nos anos 70 trabalhou em filmes como "O Senhor das Ilhas" (1970), "No Mundo de 2020" (1973), "Os Três Mosqueteiros" (1973), "Terremoto" (1974) e "Aeroporto 75" (1974). Heston teve também uma forte faceta política, e se tornou conhecido como o último bastião dos conservadores em Hollywood. Além de ser um republicano fanático, foi um firme defensor direito dos americanos de usar armas, como demonstrou através da National Rifle Association, que presidiu durante anos.

Na outra imagem, à esquerda, durante filmagem de 'Trindade Violenta', em junho de 1956. À direita, ele aparece na produção de À sombra da Pirâmide, em 19 de junho de 1971, em Almeria, Espanha (Foto: AP)

Acima, Charlton Heston durante a filmagem de 'Ben-Hur' (Foto: AP)
Em O Planeta dos Macacos - 1967 e como Ben-Hur - 1958 (Foto: AP)
Charlton Heston ao lado da mulher Lydia em 5 de setembro de 1963, durante a première do filme 55 dias em Pequim (Foto: AP)

À esquerda, Heston em cerimônia na Casa Branca, quando foi condecorado com a Medalha Presidencial da Liberdade pelo presidente George W. Bush em 2003... (Foto: Reuters)
Ele nunca escondeu que sempre foi a favor das armas - liderou durante anos a National Rifle Association. A imagem à direita foi feita em 20 de maio de 2000 (Foto: Ric Feld/AP)














Como MOISÉS...

















Heston foi um grande canastrão, verdade seja dita. Mas encantou o meu mundo de menino. Foi a segunda megaprodução exibida em Montes Claros (a primeira, E o vento levou..., não foi do meu tempo). Quando Os Dez Mandamentos foi exibido em Montes Claros, no cine Cel. Ribeiro, as pessoas levavam lanche completo para o cinema (bananas, maçãs, sanduíches...), pois, como bons e precavidos mineiros, receavam passar fome durante a longa projeção - 3h30 - e balinhas e pipocas não resolveriam a questão. Devo ter assistido ao filme umas três vezes. Após o espetáculo, o reproduzíamos - eu e a garotada vizinha - em minha casa, como fazíamos na rua após assistirmos aos filmes de caubói. Depois veio o álbum de figurinhas retratando cenas do filme. De mais de dez álbuns que inventei fazer naquela época, foi o único que completei. Outro épico de Heston, Ben-Hur, foi exibido no Cine Fátima. Fica o registro.




LOS ANGELES TIMES - O ator norte-americano Charlton Heston, vencedor do Oscar de Melhor Ator por Ben-Hur (1959), morreu hoje, aos 84 anos, em sua residência de Beverly Hills, após ter sofrido por seis anos de uma lenta e ininterrupta deterioração devido ao Alzheimer. Sua voz profunda e rosto sóbrio permitiram à Hollywood dos anos 50 recriar personagens históricos e bíblicos que ficaram marcados como símbolos da sétima arte.
» Veja fotos da carreira de Charlton Heston » Charlton Heston ganhou Oscar por 'Ben Hur'
"Devo ter coragem e resignação", disse Heston quando se viu obrigado a fechar definitivamente as portas para o cinema e a qualquer atividade pública à frente da National Rifle Association (Associação Nacional do Rifle, NRA na sigla em inglês), organização americana em favor das armas que liderou durante anos.
Com seu porte atlético, seus traços marcantes e seu timbre de voz, Heston se encaixou perfeitamente no tipo de estrela que Hollywood buscava para suas grandes produções dos anos 50, nas quais a indústria se inspirava na Bíblia e nos livros de História.
Heston será lembrado como Moisés em Os Dez Mandamentos (1956) e o herói da reconquista espanhola Don Rodrígo Díaz de Vivar, em El Cid (1961), além de vários outros personagens históricos. Pelo papel principal de Ben-Hur, Heston ganhou seu único Oscar - e teve também sua única indicação ao prêmio mai s cobiçado do cinema.
Também participou de grandes produções como 55 dias em Peking (1963), Terremoto (1974) e O Planeta dos Macacos (1968), história que reviveu quando interpretou um pequeno papel na nova versão de Tim Burton, de 2001.
John Charlton Carter, como foi batizado, nasceu em Evanston, Illinois, no dia 4 de outubro de 1924, e desde pequeno amou o teatro.
Sua paixão pela interpretação o levou a se inscrever em cursos de teatro na universidade, onde conheceu sua esposa, Lydia Marie Clarke, com quem teve dois filhos.
Com ela, interpretou várias peças de teatro, e protagonizou em 1948 a obra de Shakespeare Antonio e Cleópatra, que foi um grande sucesso por dois anos.
Heston foi contratado para interpretar o papel de Marco Antonio no filme Julius Caesar (1949), dirigido por David Bradley, papel que lhe abriu o caminho para o estrelato.
A partir daí sua carreira decolou, e ele participou de dezenas de filmes,